
Concreto de alto desempenho pode atingir resistência aproximada de 120 MPa e o concreto de pós reativos geralmente possui resistência à compressão acima de 200 MPa. Fisicamente, o que ocorre é a distribuição granulométrica de forma que o maior grão esteja envolto por partículas menores, que distribuem as tensões. Ou seja, todos os vazios são preenchidos adequadamente.
O resultado deste ultra-alto-desempenho é uma combinação das propriedades:
- Diminuição da porosidade pela utilização de uma distribuição de granulometria extensa, obtida pela combinação dos finos – cimento Portland, sílica ativa, pó-de-quartzo e agregado miúdo;
- Baixíssima relação água/cimento – em torno de 0,15 e 0,2; viabilizada devido ao uso de aditivo superplastificante;
- Diminuição dos problemas de moldagem devido à característica auto-adensável, obtida através da utilização do superplastificante;
- Reforço com microfibras de aço;
- Praticamente não há retração, o que o torna atrativo para uso em concreto protendido. A baixa relação água/cimento e diminuição da porosidade não deixam espaços vazios para a ocorrência das variações volumétricas.
A utilização do CPR permite executar peças esbeltas, leves, com baixo custo de manutenção e maior vida útil, se comparadas ao concreto preparado com materiais convencionais. Este tipo de tecnologia tem sido utilizado na construção de estruturas leves, tabuleiros para pontes, vigas, colunas, pré-fabricados de túneis ou placas de revestimento de fachada e passarelas. Um belo exemplo é a passarela Seonyu, construída na Coréia no ano de 2002. O arco central possui 120 metros de vão, 4,3 metros de largura e 1,30 metros de espessura. Sobre a passarela, há uma placa de concreto de apenas 3 centímetros de espessura.
fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/concreto-de-alto-desempenho-ja-e-passado/